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Livro: As Cinco Linguagens do Amor

As Cinco Linguagens do Amor – Gary Chapman-1

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Livro UMA VIDA COM PROPÓSITO

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Nosso grupo recomenda essa leitura para todos!

O Senhorio de Cristo e o engajamento cultural do cristão

Texto base: Jo 1:1-5; Cl 1:16

A caminhada cristã é recheada de desafios atrelados a nossa relação com o meio que nos envolve. É comum no evangelismo brasileiro acreditar-se que atingirmos uma “maturidade cristã” baseada no tempo que temos de conversão ao evangelho. É óbvio que se sairmos aos “quatro ventos” lançando tal problemática, a maior parte dos cristãos evangélicos teria de pronta resposta que tal pensamento, de fato, não prospera. Entretanto, o que vemos na prática é um comodismo cristão generalizado alicerçado em um ativismo religioso proveniente de uma teologia doente e regrada de lacunas. Mas como assim? Eu explico: nada mais comum que irmos à igreja aos domingos para “recarregar as baterias” para encarar a semana nesse mundão sem freio…  Dessa forma, escutamos um sermão ali outro aqui, alguns fidedignos às Escrituras, outros nem tanto. Às vezes, chegamos ao ponto de até priorizamos assuntos ou abordagens direcionadas ao suprimento de nosso desejo antropocêntrico(humano) e assim vamos formando a nossa teologia. Quando nos damos conta (pela misericórdia de Deus), em razão, da nossa negligência e falta de amor à Cruz do nosso Salvador, estamos teologicamente doentes, espiritualmente vazios e possuidores de fé deficitária. Essa questão é pesada e você pode até chegar a pensar que, talvez, seja exagerada, todavia, digo sem titubear que ela é sincera e muito real em nosso meio evangélico, portanto precisamos, de fato, refletir honestamente sobre isso.

Louvo a Deus por essa célula, na qual sua liderança, por inspiração dívida, decidiu nesse ano “aparar as arestas” para que a cada dia nossa fé possa ser ainda mais consolidada na pedra angular, que é Cristo.

Nesse sentido, caminhando um pouco mais na fé cristã e buscando uma maturidade verdadeira em Cristo, hoje vamos falar um pouco sobre mais uma doutrina fundamental a fé cristã genuína: O Senhorio de Cristo e suas implicações no engajamento cultural do cristão.

Aparentemente, reconhecer o Senhorio de Cristo sobre a igreja não é muito difícil para nós cristãos. A cosmovisão cristã ensina, de acordo com as Escrituras, que este mundo possui um Senhor e Rei, que arroga para si toda a soberania e domínio sobre toda a realidade existente.

Sobre o Senhorio de Cristo o pastor Paulo Simões (IPB- Salvador), aponta o seguinte:

 

Cristo dá significado a todo o passado, ele é o Senhor do presente e domina o futuro. Cristo foi constituído Senhor da História, já que todo o poder foi dado a ele. O Senhor recebeu o nome que está acima de todo nome. Diante do nome de Jesus. Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que ele é Senhor e pai da glória (Mt 28.1S: Fp 2.10-11 • Cristo é, agora, o soberano sobre reis da terra (Ap 1.5) e, como tal, dirige os destinos das nações até o completo estabelecimento do seu reino. Jesus é o Cabeça da Igreja, que deve ser submissa ao seu líder. Ele exerce seu senhorio ajuntando, governando, santificando e prote­gendo a Igreja pela qual morreu (Ef 1.20-22; 5. 22-33). Cristo é o Rei e o Bom Pastor, cuja voz as ovelhas obedecem (Jo 10; l P e 2.25). Seu reino consiste de membros da Igreja Invisível, que ouvem a verdade (Jo 18.37), daqueles que desejam tornar todo pensamento cativo em obediência a Cristo (2Co 10.5). A Igreja é uma das mais importantes manifestações visíveis desse senhorio, que é tanto presente quanto futuro e jamais se extinguirá (Lc 1.33).

 

 

Embora, conforme o apontamento do pastor Paulo Simões, seja claro e bíblico o Senhorio de Cristo sobre a igreja.  É importante destacar um erro bastante recorrente por nós, até mesmo veteranos de igreja:

Cristo, plano B?

O pastor batista Jonas Madureira, em um sermão direcionado a jovens universitários, foi muito feliz em apontar que em uma apreensão equivocada, acabamos não reconhecendo o Senhorio de Cristo. Por que temos um entendimento equivocado, acabamos perdendo de vista a dimensão do seu significado e valor. Não são poucos que entendem a obra de Cristo como uma espécie de plano B de Deus, como uma espécie de “jeitinho brasileiro”. O plano A de Deus seria Adão. Essas pessoas dizem que o plano de Deus só seria perfeito se Adão tivesse sido “aprovado na prova”, ou seja, não tivesse pecado. Como Adão errou, o plano B de Deus entra em ação. Deus, então, “inventa Jesus” para resolver o problema do pecado.

Na verdade, o Filho sempre existiu (JO 1.1) o que torna esse pensamento totalmente anticristão. Jesus não foi criado e sim gerado na eternidade (o que é gerado tem a mesma essência do gerador), por isso ele é Deus. Não podemos atribuir temporalidade a um ser atemporal. Assim, de forma milagrosa, Ele se manifestou em nossa realidade existencialmente limitada. Ele não foi inventado para corrigir a separação da humanidade de Deus, de fato, por meio dEle todas as coisas foram criadas para o louvor de sua glória. Desse modo, biblicamente, podemos afirmar que Ele sempre existiu independemente da queda humana. Cristo não foi uma correção do projeto Divino (I Pe 1:19-21;Ap 13:8).

Adentrando no cerne de nosso estudo nos deparamos com um ponto ainda mais sensível para nós Cristãos: O Senhorio de Cristo de Cristo sobre o Universo.

Mais sensível por quê, já que as Escrituras nos diz que Ele soberano sobre todos os reis da terra ( AP 1:5)? É simples, afirmar o Senhorio de Cristo sobre o universo traz implicações práticas a nossa forma de relacionamento com o todo meio que nos envolve: a cultura.

 

Mas o que é cultura?

Segundo o antropólogo britânico não cristão Edward B. Taylor, cultura é “todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. Ou seja, as histórias, símbolos, estruturas de poder, estruturas organizacionais, sistemas de controle, rituais e rotinas de uma nação.

 

Infelizmente, a igreja brasileira, de uma forma geral, negligencia praticamente tudo que se refere à tradição. Não é questão de saudosismo, mas você parou para pensar que a igreja não nasceu em nossa geração?  Que nós não somos os primeiros a ler as Escrituras? Que muitas das dificuldades que enfrentamos hoje já foram enfrentadas por nossos santos irmãos no passado?

É necessária humildade de nossa parte se quisermos evitar desgastes e heresias já superadas no passado e procurarmos conhecer um pouco mais sobre a nossa própria história…

Sendo assim, como a igreja tem lidado com a cultura ao longo dos anos?Tal forma reflete o Senhorio de Cristo no universo?

  1. Richard Niebuhr (1894-1962), em seu livro Cristo e cultura ( disponível gratuitamente em http://www.monergismo.com/textos/cultura/Cristo_e_Cultura.pdf ) apontou cinco categorias de classificação do relacionamento entre o cristão e a cultura, as quais nos auxiliarão a compreender de que forma os cristãos têm  enfrentado questões sociais, éticas, políticas e econômicas ao longo da história, para que, dessa forma, possamos identificar a maneira mais Cristocêntrica de engajarmo-nos culturalmente em nossos dias.

Vamos então utilizar alguns pequenos resumos, feitos pelo pastor Franklin Ferreira no blog Voltemos ao Evangelho, de cada categoria apontada por Niebuhr:

 

  1. O cristão contra a cultura

Os que seguem esta corrente enfatizam que, diante da natureza decaída da criação, é necessário que se criem estruturas alternativas, e que estas sigam mais de perto o chamado radical do evangelho. Esta posição foi afirmada no Didaquê, na Primeira Epístola de Clemente, e nos escritos de Tertuliano (c.160–c.225) e dos anabatistas do século xvi, como Michael Sattler (c.1490–1527).

Resumidamente, a cultura é caída, má e demoníaca; rejeite tudo.

 

2. O cristão da cultura

Os ensinos do evangelho têm íntima relação com as estruturas culturais, num processo de acomodação a esta. Ou seja, toda e qualquer cultura é incorporada no cristianismo.

Apesar das objeções que são lançadas a esta posição, ela tem sido influente na história da igreja. Os ensinos de gnósticos do século III, Abelardo de Paris (1079–1142) e dos teólogos liberais do século XIX refletem esta posição. A igreja evangélica na Alemanha, por influência deste entendimento, trocou seu nome para Igreja do Reich e seus pregadores juraram obediência a Hitler.

O fundamentalismo americano acabou espelhando esta posição, afirmando os valores básicos da cultura dos Estados Unidos. Aqui no Brasil, se por um lado rejeitamos toda cultura local (o cristão contra a cultura), por outro acabamos abraçando a cultura americana (o cristão da cultura), como se ela fosse uma cultura cristã e achamos que uma cultura é intrinsicamente superior a outra.

3. O cristão acima da cultura

Este é o conceito católico, influenciado por Clemente de Alexandria (c.150–c.215) e Tomás de Aquino (1225–1274), que busca uma unidade entre o cristão e a cultura, onde toda a sociedade aparece hierarquizada. Na Idade Média o ensino eclesiástico alcançou quase todos os aspectos da sociedade: suas práticas religiosas formaram o calendário; seus rituais marcaram momentos importantes (batismo, confirmação, casamento, ordenação) e seus ensinamentos sustentavam crenças sobre moralidade, significado da vida e a vida após a morte. A igreja e sua mensagem são institucionalizadas e o que deveria ser condicionado culturalmente é absolutizado. Neste terceiro modelo, o que é levado não é o evangelho, mas uma cultura.

4. O cristão e a cultura em paradoxo

Posição comumente associada a Martinho Lutero (1483-1546) e Søren Kierkegaard (1813-1855). Esta posição mantém o entendimento bíblico da queda e da miséria do pecado, e o chamado para se lidar com a cultura. A relação do cristão com a cultura é marcada por uma tensão dinâmica entre a ira e a misericórdia.

Lutero enfatizou este tema com sua doutrina dos “dois reinos”: a mão esquerda, mundana, segura a espada do poder no mundo, enquanto a mão direita, celeste, segura a espada do Espírito, a Palavra de Deus. Não se pode tentar coagir a fé, nem se pode tentar acomodar a fé aos modos seculares de pensamento.

Um exemplo: espancamento feminino. A mulher deve processar o marido? Nesta visão paradoxal, como cristã, ela não deveria (pois o crente não leva outro ao tribunal secular), mas como cidadã, sim. Então, a mulher vive um conflito paradoxal.

5. O cristão como agente transformador da cultura

A cultura deve ser levada cativa ao senhorio de Cristo. Sem desconsiderar a queda e o pecado, mas enfatizando que, no princípio, a criação era boa, os que estão nesse grupo enfatizam que um dos objetivos da redenção é transformar a cultura. Sendo assim, por mais iníquas que sejam certas instituições, elas não estão fora do alcance da soberania de Deus. Ou seja, mesmo sabendo da queda, o cristão não abandona a cultura (o cristão contra a cultura), mas busca redimi-la, levá-la aos pés de Cristo.

Agostinho (354-430), João Calvino (1509-1564), John Wesley (1703-1791) e Abraham Kuyper (1837-1920) são alguns dos que entenderam que os cristãos são agentes de transformação da cultura, posição que é exposta nesta obra de Niebuhr. Em Apocalipse, vemos que Deus redime tanto a pessoa, como a diversidade cultural.

Nesta posição, não há divisão entre o sagrado e o profano – essa é uma dicotomia católica romana (a divisão sagrado/profano afirma que na igreja fazemos atividades sagradas e, no mundo, atividades profanas; ou seja, rezar, ser padre é algo sagrado, mas construir um prédio e ser um engenheiro são coisas profanas). A divisão bíblica é entre o que é santo e está em pecado; e que está em pecado deve ser santificado.

 

 

Conclusão

Indubitavelmente, olhando-se para as narrativas bíblicas e para a relação da igreja com a cultura ao longo de sua história, percebemos que a forma mais adequada de viver a doutrina do Senhorio de Cristo é procurando ser um agente transformador da sociedade.

É muito comum os cristãos evangélicos se tornarem uma espécie de gueto(subclasse) dentro de sociedade, dessa forma alienando-se de questões filosóficas, cientificas, artísticas, políticas, etc. No entanto para se cumprir o mandato cultural (Gn 1:28; 2:17), os cristãos devem compreender o alcance do Reino de Cristo. É completamente equivocado limitarmos o Senhorio de Cristos à igreja, certamente seu reino transcende toda a nossa realidade. (Cl 1:20; Ef 1:10). Nesse sentido, o não cristão pode até ignorar o reino de Cristo sobre todas as coisas (embora toda a sua capacidade venha também do Senhor), mas nós cristãos sabemos que todo o universo está debaixo da autoridade daquele que habita à destra do Pai e, portanto, devemos tornar seu Reino conhecido em todas as esferas da sociedade.

Mas como assim, já não fazemos isso propagando o evangelho nas igrejas e nos evangelismos?

Meus irmãos, ser um agente transformador da cultura não é frequentar cultos de segunda a segunda, isso tem outro nome: ativismo!

Ser um agente transformador da cultura é entender que o seu culto a Deus não é prestado somente na igreja ou em outras reuniões de cristãos, mas sim em todas as nossas relações existentes.

Ser um agente transformador da cultura é saber que TUDO o que fazemos deve ser para glória de Deus. Portanto devemos ser referência em tudo: ser um exímio pedreiro, médico, policial, escultor, professor, cientista, artista, advogado, servidor público, etc. (Cl 3:23; Ef 6: 7-8; ICo 15:58))

Não podemos entregar a filosofia, ciência, música, política aos não cristãos sob o pretexto de serem tarefas mundanas.

Já parou para pensar no tanto de igrejas evangélicas que possuímos em nossa cidade? Será que isso tem feito diferença em nosso meio? Será que estamos trazendo a luz e refletindo o rosto de Cristo em todas nossas relações sociais e até mesmos nas pequenas atividades ou estamos sendo envolvidos por toda perversidade corruptiva que assola esse mundo caído?

Certa vez eu ouvi algo assim: “O maior folheto evangelístico que você tem é você mesmo”. De fato, necessitamos sair de nossa zona de conforto e buscar um padrão de vida que reflita Cristo.

Nesse sentido, o pastor presbiteriano Paulo Simões, em seu blog, escreveu:

A palavra “cristão” está hoje longe de evocar imagem de pessoas virando o mundo de cabeça para baixo, transformando a cultura e levando cativas todas as propostas filosóficas aos pés da cruz. Por quê? Muito pelo contrário, a Igreja se encaixa tão confortavelmente neste mundo que não conseguimos mais ser vistos como um povo diferente.

 

 

Há uma frase muito famosa do teólogo holandês Abraham Kuyper que diz “Não há um único centímetro quadrado de todos os domínios da existência humana sobre o qual Cristo, que é soberano sobre tudo não clame ‘ é meu’!”

Que nós possamos viver em novidade de vida em Cristo dia após dia, proclamando o seu Senhorio sobre todo o universo além das quatro paredes da igreja! Amém.

 

 

Aprofunde mais sobre a doutrina do senhorio de Cristo lendo o artigo “Cristo é o seu Senhor?” de A. W. Pink no link abaixo:

Cristo é o seu Senhor?

Célula “Foi Por Amor”

14/04/2016

Denis Derkian

 

O Sentido Cristão da Lei

Obs. O presente estudo foi feito por meio uma compilação de trechos do livro “A mensagem do Antigo Testamento” Mark Dever e do blog do teólogo Alexandre Melhoranza, portanto contam com transcrições literais dessas fontes,

 

Texto base: Gl 3: 1-25

Jesus enfatizou de forma incontestável que as Escrituras do Antigo Testa­mento testificavam dEle. Claro que elas também testificam todo tipo de outras coisas: piedade, fidelidade, o progresso e o regresso do povo de Deus, o pecado, o julgamento e assim por diante.

Contudo, Jesus, os apóstolos e outros escrito­res do Novo Testamento enfatizam que, acima de tudo, o Antigo Testamento é sobre Ele.

Portanto, por que a primeira pergunta que, muitas vezes, fazemos a respeito do Antigo Testamento é esta:

O que essa passagem nos fala a respeito de nós mesmos?

 Sem dúvida, a primeira e principal pergunta que deveríamos fazer é:

Como essa passagem testifica de Cristo?

 Sempre devemos começar por essa última pergunta, porque apenas Jesus Cristo, aquele que cumpre o Antigo Testamento, define a vida do cristão.

Se o Antigo Testamento não apontar para Cristo, também não aponta para o cristão.

Nas páginas do Antigo Testamento, aprendemos muito com os homens e as mulheres, bons e maus, que viveram antes de nós. Todavia, na análise final, apenas Cristo define como esses indivíduos foram bons ou maus. Além disso, nosso crescimento cristão vem de nos tornarmos mais parecidos com Cristo, não com Abraão, ou Davi, ou Daniel. Esses heróis do Antigo Testamento são exemplos para nós apenas à medida que prenunciam e apontam para Cristo.

Jesus disse aos judeus que afirmavam ser descendentes de Moisés: “Se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele” (Jo 5.46).

A resposta de Jesus quando afirmavam que Abraão era o pai deles: “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se” (Jo 8.56). Fica claro que, de alguma forma, o dia de Cristo estende-se até o Antigo Testamento. Cristo cumpre as promessas feitas a Abraão. O Jesus ressurreto, quando apareceu para seus discípulos desmoralizados, lembrou-os da necessidade de que houvesse o sofrimento de Cristo.

Então, “começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras” (Lc 24.27). As pala­vras finais de Jesus a respeito da explicação das Escrituras do Antigo Testamento foram: “Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse e, ao terceiro dia, ressuscitasse dos mortos; e, em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém” (Lc24.46,47).

Isso só pode significar que o Antigo Testamento é sobre o evangelho de Cristo.

 É preciso admitir que muitos pregadores negligenciam o Antigo Testamento porque é muito mais difícil de pregar do que o Novo Testamento. Alguns que o acham mais fácil do que eu creio que fazem isso, porque acham adequado reduzir o Antigo Testamento a uma fonte para homilias moralizadoras. Aceita-se o papel dos personagens do Antigo Testamento como puramente tipos. Também há os pregadores narrativos que se satisfazem em apenas recontar as histórias e deixar que os ouvintes cheguem as suas próprias conclusões. Todavia, toda a história da Bíblia é apenas uma.

Ela apresenta muita variedade e diversidade, porém, ainda é uma e a mesma história. Sob o ponto de vista cristão, inicia-se com Cristo, o Criador (Jo I .I -3), chega ao ápice com Cristo, o Salvador e consuma-se com o retorno de Cristo em glória.

 Não podemos mais isolar a narrativa do Antigo Testamento do Cristo que lhe provê sentido, da mesma forma que não poderí­amos isolar uma cena de uma peça teatral de seu ponto de culminância e de seu desenlace.

Princípios

 Sem dúvida, os princípios são importantes. Muitas pessoas o consideram a melhor parte da jornada. Platão dizia que era a parte mais importante do trabalho. A construção toda fica comprometida, se a fundação não for boa.

A Bíblia conta-nos que o temor a Deus é um bom ponto de partida. Com certeza, os princípios, com frequência, dizem-nos algo do todo. Eles são prodigiosos e carregam em si a semente do resultado final.  E provável que eu possa lhe dizer como será o seu dia se contar-me como ele se iniciou. Por isso, aconselhamos: “Inicie-o da forma que pretende prosseguir com ele

Os inícios são muito importantes. Eles podem revelar tudo, da trajetória ao objetivo, do método ao motivo.

 Em qualquer versão da bíblia, o pentateuco tem posição primária!

 O termo Pentateuco se refere aos cinco primeiros livros da Bíblia cristã. Mas este nome provém da palavra grega pentateuchos, que significa cinco rolos. Este nome foi usado pelos judeus helenistas (não nascidos na Palestina) de Alexandria, pois os judeus de origem hebraica o conheciam com Torah, ou seja, “instrução em santidade” que pertence a TANAK. (TORÁ – NEVIIM – KETUVIM)

 Outros nomes para esta coleção são usados, tais como:

  • Lei
  • Livro da lei
  • Lei de Moisés

Os livros que compõem esta coleção foram os primeiros escritos a serem reconhecidos como canônicos, ou inspirados divinamente, pela comunidade hebraica.

A igreja cristã, desde seu início, herdou esta tradição. Na divisão tripla da Bíblia hebraica, Lei, Profetas e Escritos, o Pentateuco ganha destaque vindo sempre no início.

Tema e conteúdo em geral

Apesar de conhecermos, hoje, o pentateuco como cinco livros separados, ele deve ser compreendido como um único livro em cinco volumes. Para uma compreensão básica, o Pentateuco pode ser dividido em dois grandes blocos:

  • Gênesis 1-11
  • Gênesis 12 – Deuteronômio 34

 

A primeira parte explica a criação de todas as coisas e a queda do homem.

  Podemos encontrar os seguintes temas neste bloco:

  • Origem das coisas
  • A criação pefeita
  • Propósito do homem
  • A origem do pecado
  • O julgamento do pecado (observado no dilúvio)
  • A misericórdia de Deus (observada ao poupar Noé e sua família)
  • Orgulho e autosuficiência do homem (observados na Torre de Babel)

A segunda parte se propõe a explicar a resposta ao dilema apresentado na primeira parte, e inclui os seguintes temas:

  • Chamada de Abraão (ARAMEU, PAGÃO)
  • Eleição do povo de Israel
  • A Aliança com seu povo

 A narrativa do Pentateuco tem o seguinte esboço:

Jave escolheu o povo hebreu, representado por Abrão, sem qualquer mérito. Livrou este povo da escravidão do Egito de modo miraculoso e estabeleceu com este povo sua aliança. A este povo Javé deu terras e uma lei para que pudessem ter uma constituição.

 Unidade do Pentateuco

O tema que unifica todas as partes do Pentateuco é a promessa feita a Abrão registrada em Gênesis 12:3.

A importância do Antigo Testamento para a igreja é observada pelo uso que o Novo Testamento faz dele. Paulo, especialmente, recorre muito ao Antigo Testamento principalmente o trecho compreendido entre a chamada de Abrão até o rei Davi.

 Isto pode ser observado em seu discurso registrado em Atos 13:17-41. Neste discurso, Paulo afirma que Cristo é o objetivo máximo e o cumprimento da redenção narrada no Antigo Testamento.

A unidade do Pentateuco é vista também nas narrativas dos livramentos de Deus, tendo como centro a confissão de fé mostrada no Êxodo, ponto máximo da redenção de Javé no Antigo Testamento.

A redenção dada no Êxodo serve de padrão dos atos de salvação de Javé no Antigo Testamento,

Conforme podemos observar nos seguintes textos: Amós 2:4-10; Jeremias 2:2-7; Salmos 77:13-19.

 Esta história é narrada de Gênesis a Deuteronômio, e os capítulos 12 a 50 de Gênesis apresentam a promessa dessas terras, o livramento que será dado imerecida e gratuitamente, apontando para a concretização do cumprimento da aliança e a posse dessas terras.

Contexto Histórico do Pentateuco

O Pentateuco cobre o período histórico da criação até a morte de Moisés, pouco antes do povo hebreu entrar na Terra Prometida.

Sem entrar muito nos detalhes de data, pois há uma ampla variedade de linhas de pensamento, adotaremos o período de 2000 a.C. para as narrativas patriarcais e o período de 1500 a.C. para as narrativas do Êxodo. O período histórico comum é situado na Idade do Bronze Médio no Antigo Oriente Médio.

A civilização egípcia é a que mais predomina durante a história do Pentateuco.

Gêneros literários do Pentateuco

O Pentateuco contém um amplo acervo de gêneros literários, reflete a natureza da arte hebraica em sua forma e conteúdo. Grande parte do conteúdo do Pentateuco é expresso por meio das narrativas.

Estas narrativas não são apenas registros históricos do povo hebreu, pois há interpretações teológicas mescladas ao texto, tal como a interpretação dos sofrimentos de José em favor do seu povo, registrada em Gênesis 50:15-21.

 As narrativas do Pentateuco também incluem linguagem antropomórfica, ou seja, dar características humanas para Deus (Deus se ira, se arrepende, tem braços, mãos, rosto, etc.), além de teofanias, ou a manifestação visível de Deus entre seu povo (sinais da natureza, tais como trovões; o “ANJO DO SENHOR”).

Outro gênero literário muito comum no Pentateuco é a poesia. Abaixo segue os principais tipos de poesia encontrados no Pentateuco:

  • Orações: Benção sacerdotal de Arão – Números 6:22-27
  • Canções de louvor: Cântico de Miriã – Êxodo 15:21
  • Canção no estilo épico: Cântico de Moisés – Êxodo 15
  • Bençãos de família: Jacó abençoando seus filhos no leito de morte – Gênesis 49
  • Profecias: Balaão profetizando sobre Israel – Números 23 e 24

 

A LEI

 O terceiro tipo mais comum de estilo literário é o legal (lei). O conceito de lei, no mundo do Antigo Testamento, não era exclusivo do povo hebreu. Pelo contrário, pois é certo que povos distintos dos hebreus já tinham suas leis promulgadas a pelo menos 500 anos antes das leis de Moisés. O povo babilônico é um exemplo. A influência destes documentos na formação da Lei do Pentateuco é inegável.

O objetivo da lei para os hebreus era organizar e regulamentar a vida cotidiana do povo (cerimonial, moral e civil) tendo em vista a santidade requerida por Javé no relacionamento da aliança estabelecida.

LEI CERIMONIAL/ SACRIFICIAL

Cultos, derramamento de sangue.

LEI CIVIL

Regulamentava as relações sociais (escravidão, propriedade, guerra, etc)

LEI MORAL (Sintetizada nos 10 mandamentos) Mt 19: 16-22

 Condição da aliança

Revela o caráter santo de Deus

 

TIPO DE LEI TRECHO BÍBLICO
Moral Deuteronômio 5-11
Cerimonial Deuteronômio 12-16
Civil Deuteronômio 17-26

Duas dessas três categorias – as leis cerimoniais e civis – não têm nenhuma aplicação para nós atualmente. Pois foram por Cristo CUMPRIDAS, CONCRETIZADAS e ABOLIDAS (Hebreus 8:7, 13; Hebreus 7:18; 2 Coríntios 3:14-18)

 

EM RELAÇÃO A DEUS

“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” (Mateus 22:37)

ANTIGO TESTAMENTO MANDAMENTOS NOVO TESTAMENTO
Êxodo 20:3; Deuteronômio 5:7 Não terás outros deuses diante de mim. 1 Coríntios 8:4; Atos 14:15
Êxodo 20:4; Deuteronômio 5:8 Não farás para ti imagem de escultura. Gálatas 5:19-21; Romanos 1:22,23
Êxodo 20:7; Deuteronômio 5:11 Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão. Tiago 5:12
Êxodo 20:8; Deuteronômio 5:12 Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Este mandamento é o único dos dez que não é repetido em nenhuma parte do Novo Testamento!

(Colossenses 2:16; Romanos 14:5)

EM RELAÇÃO AOS SERES HUMANOS

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

(Mateus 22:39)

Êxodo 20:12; Deuteronômio 5:16 Honra teu pai e tua mãe. Efésios 6:2,3
Êxodo 20:13; Deuteronômio 5:17 Não matarás. Romanos 13:8-10
Êxodo 20:14; Deuteronômio 5:18 Não adulterarás. Romanos 13:8-10; 1 Coríntios 6:9,10
Êxodo 20:15; Deuteronômio 5:19 Não furtarás. Romanos 13:8-10; Efésios 4:28
Êxodo 20:16; Deuteronômio 5:20 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Apocalipse 21:8; 22:15
Êxodo 20:17; Deuteronômio 5:21 Não cobiçarás. Romanos 13:8-10; Efésios 5:8

Quadros extraídos de : http://www.pastorfelipemiranda.blogspot.com Pastor Felipe Miranda: OS DEZ MANDAMENTOS NO NOVO TESTAMENTO
http://www.pastorfelipemiranda.blogspot.com/
Under Creative Commons License: Attribution

Conclusão: O Pentateuco e a Igreja Cristã

 A questão da interpretação ou mesmo o uso do Antigo Testamento pela Igreja é alvo de antigas controvérsias ao longo da história. Existiram desde aqueles que negaram completamente a utilidade do Pentateuco pela Igreja até aqueles que ainda tem em todas as leis e narrativas do Antigo Testamento um padrão doutrinário e comportamental para Igreja.

A difícil conciliação entre “Lei” e “Graça” originou vários métodos de interpretação do Pentateuco para a Igreja hoje. Abaixo estão algumas abordagens do Antigo Testamento adotadas pela Igreja:

 – O Pentateuco como um manual de ética pessoal. (Necessário muita cautela nessa abordagem)

– O Pentateuco como “testemunha de Cristo”, ou seja, tudo tem um “significado oculto” que aponta para Cristo.

– O Pentateuco como parte integrante da história da salvação, onde Deus age como redentor da humanidade.

– O Pentateuco como parte das “Escrituras” para a Igreja, atuando como voz de autoridade com relação à crença e prática na comunidade religiosa.

Pontos que devemos refletir:

  • O que diremos estão? Anulamos a Lei???(Rm 3:31); 
  • De fato o equilíbrio entre Lei e Graça é a Cruz de Cristo; 
  • Cristo cumpre toda a lei (Lc 2: 21-24); 
  • Cristo foi batizado a fim de cumprir toda a justiça; e 
  • A lei não purifica, mas traz à tona toda a inclinação perversa do homem

 Pelo fato de Cristo ter nascido debaixo da Lei e a cumprido para nos resgatar, nós não precisamos mais nos circuncidar, oferecer mais sacrifícios, dietas religiosas, nem escravizados por um calendário religioso, pois isso Cristo cumpriu em nosso lugar plenamente

Todas essas coisas apontavam para a santidade que Deus deseja para seu povo, mas era uma pureza de coração apontavam para o próprio sacrifício que Cristo realizara na Cruz.

Efeito prático do cumprimento da Lei por Cristo é liberdade que temos hoje cultuar e louvar!

Não estamos mais debaixo da condenação da Lei, pois essa lei é Santa, justa, boa e vem de um Deus santo e ela aponta os nossos pecados e consequentemente ela nos enquadra e exige a nossa alma como pagamento.

Mas Cristo ao se submeter a LEI e cumpriu todas as exigências da Lei e sanou suas demandas de uma vez por todas!!! Aleluia!!!Amém!!!

Célula “Foi Por Amor”

03/03/2016

Denis Derkian

 

 

 

 

Nossas atitudes em meio as circunstâncias

FILIPENSES 4:9 “Ponham em pratica tudo o que vocês aprenderam receberam e ouviram e viram em mim e o Deus da paz estará com vocês. “

Quando Paulo escreveu  a carta aos filipenses ele estava preso, aonde ele estava não sabemos, talvez em Roma, mas ele demonstra grande vontade de estar logo com a igreja de Filipos.

Contexto da carta:

A igreja de filipos enviou Epafrodito para atender todas as necessidades de Paulo, mas no meio do caminho ele ficou doente, e quase morreu, Paulo começa a carta mencionando que devemos honrar homens como ele, até porque a ig reja não entendeu a gravidade e reclamava da sua demora  em voltar.

Agradece pelo presente que a igreja de lá enviou a ele;

E também conta a sua situação, até mesmo porque Paulo reconhecia essa igreja como seus parceiros do evangelho, porque eles além de ajudarem se dedicavam muito a oração pela vida de Paulo.

Mostra que grande harmonia cristã eles tinham :comunhão.

As cartas que Paulo escreveu normalmente era uma exortação pela necessidade de por as coisas em ordem em determinada igreja ou de se opôr a ensino falou ou de corrigir uma pratica relapsa,

Porem a carta de filipenses, foi escrita para uma igreja que o próprio Paulo fundou, e estava muito feliz com ela, isso é evidente quando menciona a progressão da fé dos convertidos.

Mas como toda a igreja, precisava permanecer alerta para algumas situações que ocorriam, por exemplo, a desunião de certas irmãs na igreja  (cap 4.2), os pregadores invejosos (cap1:15), permanecer alegre na tribulação (cap 4.4) etc.

Paulo, estava na prisão e ainda assim ele se alegra, manda a igreja que passava por momentos de lutas como ele estava agora, permanecer feliz. Inúmeras vezes Paulo fala para permanecerem feliz.

Este é o segredo do cristão, saber estar feliz em toda e qualquer circunstância. Ele mesmo fala que ele sabe o que é passar necessidade e ter fartura, e ainda diz que o segredo para a vida em todos os momentos é permanecer FELIZ.  (cap 4.12)

Como ele diz cap.4:14 TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE. Amém? Você também?

Só que para nós podermos tudo em Deus, precisamos experimentar tudo! Seja tristezas, sejam batalhas.

Nós como cristãos, temos que lembrar que nossa vida é espetáculo, é uma carta aberta e lida pelo mundo.

Com a crise que temos vivido agora no nosso país, as pessoas não querem saber o que todo mundo pensa, se as pessoas estão tristes e indignadas com a situação, com a crise, com a falta de desemprego, com a economia.

Eles querem saber como nós cristãos estamos lidando e agindo com essa situação.

Como você reage as crises? Como você fala e expõem seus comentários perante tudo que temos vivido?

A culpa é da Dilma? A culpa é do governo? Será que a culpa é das pessoas?

Nossas atitudes revelam Deus.

Se não temos vivido em alegria como Paulo exortava e vivia em todas as circunstâncias, que tipo de evangelho temos pregado as pessoas? Não adianta falar de Deus, se não temos vivido Deus nos sofrimentos.

Falando dos momentos difíceis que temos passado nessa vida, não importa quais forem, as pessoas observam como temos reagido diante dessas situações. Nessa caminhada, além de  colocarmos em prática tudo que temos sido ensinados, Paulo traz 3 pontos importantes para nos alertar:

No capitulo 1 deste livro, Paulo nos dará 3 pontos para que nós, servos de Deus sigamos na caminhada alerta:

  • Alegria na prisão – cap 1:12-14

Saibam de uma coisa, tudo isso é para a glória de Deus!

Tudo isso tem um propósito maior do que seus olhos um dia viram.

Paulo mesmo mostrou aqui, que depois de ter sido preso, e permanecido fiel e alegre no senhor naquele momento, levou como exemplo para TODA  a guarda do palácio, e todo mundo que estava na prisão! E ainda, as pessoas se motivaram e começaram a anunciar com maior determinação e destemor a palavra de Deus.

Paulo morreu sobre o governo do imperador Nero, que é considerado um dos piores se não o pior perseguidor dos cristãos na época. Ele era completamente louco, matou sua irmã,  mãe, senadores e a sua esposa. Colocou fogo em 12 pontos  em Roma pra culpar os cristãos. O cara era terrível! Costurava os cristãos com peles de animais para que cachorros os devorassem.

E neste contextos de luta que Paulo enfrentou!

E mesmo assim, ele sabia que em tudo ele tinha um propósito, até mesmo para a sua prisão.

Sei que nesse país, pelo amor de Deus por nós não temos NENHUMA perseguição. Não tem como comparar com o que Paulo viveu. Mas essa vida boa, acaba escondendo prisões de pecados que temos vivido, e deixamo-nos levar e abater por causa delas. As vezes é o pecado da inveja, o pecado da cobiça, o pecado do julgamento, o pecado da avareza, etc. e temos sido vencidos por elas, sejam por nossa tristeza, ou pela nossas más atitudes diante delas no meio de outros.

Mas ai, Paulo continua orientando durante a caminhada, que é nosso ponto 2

  • Caminhada:

Estamos no meio da luta, enfrentando nossos problemas pessoais ou a situação caótica e revoltante no nosso país, no nosso trabalho, seja o que for. E podem surgir algumas situações nesse período:

-Momento de luta, pessoas que nos desanimam – cap 1:15-18

A pessoa pode ser o cara, o espiritual, o grande rei da cocada preta, mas seu coração invejoso, as vezes vendo sua luta, quer te desanimar. Como Paulo mesmo sabia que existiam pessoas lá na igreja em filipenses, que ao invés de ajudarem pioravam a situação.

Ou então encontraremos nessa caminhada pessoas realmente boas, com ótimas intenções, mas com os conselhos errados.

Não podemos colocar nossa fé em conselhos de pessoas, mas apenas em Cristo.

O Brasil está passando por terrível luta, mas alegre-se porque é Deus quem mudará tudo isso. Não é outro governo, nem outra presidente, mas é Deus quem te mantem. Não significa que você não sofrerá, mas sua vida diante disso é que levará o evangelho as pessoas. Lembre-se que nossa cidadania não é aqui.

– Obediência a liderança:cap 2:12

Nessa caminhada precisamos obedecer aos nossos lideres, andarmos juntos.

Isso é comunhão e honra a quem Deus tem trazido as nossas vidas como orientação nesses momentos difíceis.

– Sem reclamações cap: 2:14

– Santidade cap 2:15

Para que sejam INCULPÁVEIS.

Nero precisou colocar fogo em Roma porque não achava erro nenhum nos cristãos.

Se nós vivemos em perfeita paz e irrepreensíveis, que culpa encontrarão em nós?

ISSO É EXEMPLO.

Haverá momentos tristes: cap 2:28

A gente vai ficar triste,.

Mas é a nossa atitude sobre oque passamos e temos vivido que será contada e se tornará exemplo a muitos.

  • Mantenha-se confiante na libertação cap 1:19

Nossa fé deve estar baseada na confiança de que tudo que temos vivido PASSARÁ!

Mas o mais legal aqui é que esta libertação da nossa prisão, é resultado da fé que foi mostrada nas orações e na comunhão dos irmãos.

cap 4:9 – ponham em pratica tudo que temos aprendido aqui na célula

Tudo que temos ouvido na igreja

Em todos os momentos.

Porque Deus de paz Estará conosco!!!

Paulo destaca como o evangelho progride em meio aos sofrimentos.

E nós aqui nesse brasil não temos ainda noção do que é sofrer pra Cristo, mas o que já enfrentamos é suficiente para transmitir o Deus da paz que está em nós.

O foco disso tudo não é eu ser um super crente,

O foco não é eu me tronar um bob esponja da vida que tá feliz 24h

Mas, ser exemplo.

Temos colocado em pratica tudo o que temos aprendido, durante todos os momentos? Somos exemplos? Somos as cartas lidas, somos espetáculo para o mundo – 1 Corintios 4:9

O que temos apresentado nos momentos de sofrimento?

Lembre-se de como a alegria de Paulo no momento de dor, serviu para grande muitas vidas ao Senhor. Que sejamos assim também.

Estudo ministrado em 4 de Junho de 2015 por nossa amiga Marciane Klais 

E veio a Chuva

Salmos 68:9 NTLH

Tu fizeste cair muita chuva e renovaste a tua terra cansada.

Deuteronômio 11:13-17 NTLH

Portanto, se vocês obedecerem às leis que eu lhes estou dando hoje, e se amarem o Senhor , nosso Deus, e o servirem com todo o coração e com toda a alma, então ele dará as chuvas no tempo certo, tanto as chuvas do outono como as da primavera. Assim haverá boas colheitas de cereais, de uvas e de azeitonas, e haverá pastos para o gado. Vocês terão toda a comida que precisarem. Tenham cuidado, não deixem que o seu coração seja enganado; não abandonem a Deus para adorar e servir outros deuses. Se fizerem isso, Deus ficará irado com vocês e não mandará chuvas. Aí a terra não produzirá colheitas, e em pouco tempo vocês desaparecerão da boa terra que o Senhor está dando a vocês.

Salmos 65:9-12 NTLH

Fazendo chover, mostras o teu cuidado pela terra e a tornas boa e rica. Com as chuvas do céu enches de água os rios, e assim a terra produz alimentos, pois para isso a preparaste.  Regas com muitas chuvas as terras aradas, e elas ficam amolecidas pela água. Com as chuvas, amacias bem as terras, e por isso crescem as plantações.  Como é grande a colheita que vem da tua bondade! Por onde passas, há fartura.  Os pastos estão cobertos de rebanhos, e os montes se enchem de alegria.

Levítico 26:3-5 NTLH

— Se vocês obedecerem às minhas leis e aos meus mandamentos, fazendo tudo o que eu ordeno, eu mandarei chuva no tempo certo, a terra produzirá colheitas, e as árvores darão frutas. As colheitas serão tão grandes, que vocês ainda estarão colhendo cereais quando chegar o tempo de colher uvas e estarão colhendo uvas quando chegar o tempo de semear os campos. Haverá bastante comida para todos, e vocês viverão em segurança na sua terra.

Então foi Carnaval!!!

Então foi Carnaval, então muitas, muitas pessoas mesmo, se entregaram às ilusões, às drogas, à prostituição, ao prazer rápido e fácil, muitas pessoas brigaram, choraram, foram parar no hospital e todas essas pessoas deixaram de lado o seu próprio valor, esqueceram o quão preciosas elas são, esqueceram até mesmo de quem são.

Festas que destroem a imagem da mulher, diminuem a moral do país, gastam fortunas dos nossos cofres, bagunçam as cidades, ferem pessoas, matam gente…

As vezes eu fico pensando e falando com Deus: Senhor eu não tenho dimensão do que essas pessoas vivem, eu não consigo acreditar no que a televisão mostra, porque se eu realmente compreendesse o que é o Carnaval, acho que me preocuparia mais…

Sei que o carnaval já passou, mas ainda assim, quero te encorajar a orar por todas as pessoas que de alguma forma participaram dessas festas, porque provavelmente hoje elas estão se sentindo vazias…
.. se você se sente assim, quero te dizer que você só ficará cheio quando permitir que Deus ocupe o lugar dEle na sua vida.

Não há festa, não há carnaval, não há nada que possa preencher o local que só Ele pode entrar…

Em Tiago 4.8 diz: “Chegai-vos a Deus e Ele se achegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e vós de duplo ânimo, purificai os corações.”
Não tenha medo de se achegar a Deus, de limpar as mãos e de purificar o seu coração… simplesmente, se aproxime do Pai e ele se aproximará de você!

 

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